Literatura como instrumento de criar ilusões sensoriais
✨ O que a literatura ensina a notar?
Tudo o que tenho para te dizer hoje está no vídeo abaixo.
Quis olhar com mais atenção para o texto, para a palavra. E falar do uso do detalhe na literatura.
Qual efeito tem uma descrição bem feita? O que os detalhes contam? Por que eles podem ser um obstáculo para a imaginação de muitos leitores?
É praticamente um episódio do podcast, mas aqui vocês podem ver em alta definição todas as caras e mãos que faço quando falo. Esta mulher não para quieta!
Dê o play:
Este é um dos Guias de Leitura que crio para compartilhar minhas impressões e informações complementares sobre o livro do mês no Clube de Leitura Bobagens Imperdíveis.
Os textos anteriores ficam todos arquivados na página do Clube.
👁️ Lembrete importante
Este cartaz chique com arte do ilustríssimo magdiel é um lembrete para você não perder o encontro ao vivo em que receberei a pesquisadora Anne Quiangala para conversarmos sobre narrativas negras na ficção especulativa!
Repare na presença de Samuel Delany ali no meio, hehe 🥹 A obra dele será o ponto de partida para um papo bem legal sobre afrofuturismo: o que é, como moldou a ficção científica, qual sua influência na literatura?
O evento será sábado, dia 21 de março, às 14h do Brasil.
Você pode participar de qualquer lugar do PLANETA! A conversa ficará gravada, caso você só consiga assistir depois.
Ingressos a partir de R$ 30. Vagas limitadas. Últimos dias para se inscrever!
Estranhando o familiar
Um ótimo exemplo para o que falo no vídeo sobre o autor ter o poder de transformar o que é ordinário em algo estranho, alienígena, são essas imagens que o fotógrafo Charles Brooks fez no interior de instrumentos (o que também conversa muito com o livro do Delany, cheio de referências a instrumentos musicais):
Fotografias daqui (via tarrask).
Nomear o inexistente
Para Delany, a ficção científica não era tanto sobre prever o futuro, mas praticar um certo modo de leitura, cujo impulso primordial, assim como a poesia, é a “tarefa encantatória de nomear objetos inexistentes”.
— Do artigo “How Samuel R. Delany Reimagined Sci-Fi, Sex, and the City", por Julian Lucas, na New York Times
Enquanto a realidade não nos engole, a gente vai se encontrando nas palavras sobre mundos inexistentes. Há bastante espaço nelas.
Um beijo e até a próxima,









Um beijo pra você também, Aline!
Sempre uma honra lhe desenhar
Seus comentários fazem-me buscar os livros abordados. F.C. me atrai muito. Até estou ensaiando umas pinturas nesse tema...