Há uma história me perturbando há um bom tempo.
Estive trabalhando para encontrar uma forma de contá-la. Experimentei, testei, desisti inúmeras vezes, recomecei do zero outras tantas. Até eu ouvir o que ela pedia de mim. Ou o que eu desejava dela.
E a resposta (quem poderia imaginar?) é algo que vai dar um trabalho desgraçado para fazer.
Esta será uma história em quadrinhos — ou seja, algo que vou levar anos para terminar. Mas de algum lugar eu preciso começar. O tempo está correndo!
Talvez seja loucura da minha parte. Eu nem sei até onde vou conseguir levar, ou se vou conseguir terminar em vida (bem, depois vai ficar um tanto mais difícil; a não ser que tenha por aí algum médium que psicografe gibis).
Por isso, resolvi apresentar essa história aqui para você. Como forma de me comprometer a continuar, a me manter fazendo, nem que seja um pedacinho por vez. É uma aposta.
A partir desta edição, você vai conhecer a minha novela gráfica. Não, não é um jeito tosco de traduzir graphic novel. Quando digo novela, quero dizer novela mesmo, que virá em capítulos, com um desfile de personagens, vários núcleos diferentes, muito drama familiar. Glória Perez que se cuide. Posso não ter a Globo à minha disposição, mas vou usar o meu canal para isso. A newsletter sempre foi meu laboratório de criação e agora não será diferente.
Prepare-se então para eventualmente ter a sua caixa de entrada invadida por esses personagens. Você que assina essa newsletter infelizmente corre o risco de receber histórias em variadas formas: é texto, é quadrinho, é guia de leitura do clube do livro, é podcast... Sim, respeitável público. No meu circo não tem só palhaço. Tem leão, tem mágico, tem contorcionista, tem globo da morte. A literatura para mim é múltipla. Se isso não te apetece, fique à vontade para deixar de seguir e seja feliz com as demais 790.345 newsletters do catálogo.
A você que escolhe ficar, acomode-se na poltrona e senta que lá vem história.
(título provisório)
NÃO SE CURVA A FLECHA DO TEMPO
no episódio de hoje:
Pâmela Isis (pt 1)
CONTINUA…
Quem apoia meu trabalho é quem me compra tempo para que eu possa me manter escrevendo, desenhando, pesquisando e inventando essas loucuras.
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Espero pelas suas palavras.
Um beijo e até a próxima,










Aline, essa flecha abriu o meu sábado. E aqui no Porto faz sol lá fora, desta janela, mas cá dentro tem uma tempestade de ansiedade a carregar-me nas costas. Nessa avó, encontrei a minha vó Bina. Atenta ao desenrolar desta flecha. Tomara me erga e desmonte o medo que tenho comigo. Abraço além mar
Sempre bom ver suas loucuras persistindo e trazendo faíscas para o mar de mesmice